blog-post image

FRUTOS REGIONAIS NORDESTINOS

 

FRUTOS REGIONAIS NORDESTINOS: aspectos nutricionais e funcionais.

 

IRAMAIA BRUNO SILVA1

ANA PALLOMA ALBUQUERQUE PINHEIRO1

LARISSA LIMA VILAR1

 

 

1 UNIVERSIDADE DE FORTALEZA – UNIFOR

 

RESUMO

É prática bastante comum o estímulo do consumo de frutas regionais, mediante seus efeitos metabólicos, fisiológicos e econômicos. O presente estudo teve como objetivo elaborar uma revisão bibliográfica narrativa, que será realizada através da busca por publicações científicas que comprovem as características dos frutos típicos da região Nordeste, seus fatores nutricionais e funcionais, benéficos para o organismo. A pesquisa tem o formato de revisão bibliográfica narrativa. Os critérios de inclusão foram: trabalhos publicados em periódicos nacionais e internacionais (português, espanhol e inglês); monografias, teses e dissertações; trabalhos que abordarem assuntos relativos a frutas do nordeste brasileiro em todas as áreas da saúde, em maioria durante o período de 2002 a 2017, além daqueles estritamente necessários fora deste período; artigos que utilizem algum critério metodológico e sejam indexados pelos termos do DeCS (Descritores em Ciências da Saúde criado pela BIREME). Foram excluídos: editoriais, cartas ao editor, trabalhos publicados em anais de eventos. A presente revisão narrativa assegura os aspectos éticos, garantindo a autoria dos artigos pesquisados, utilizando para citações e referências dos autores. Os critérios de inclusão e exclusão eleitos para o projeto de pesquisa serão os mesmos da coleta de dados.

Palavras-chave: Fruta; Fruto; Alimentação; Alimentação e Nutrição.

 

ABSTRACT

It is a very common practice to stimulate regional fruit consumption through its metabolic, physiological and economic effects. The present study aims to elaborate a narrative bibliographic review, which will be carried out through the search for scientific publications that prove the characteristics of the typical fruits of the Northeast region, its nutritional and functional factors, beneficial for the organism. The research will have the format of narrative bibliographic review. The inclusion criteria were: papers published in national and international journals (Portuguese, Spanish and English); monographs, theses and dissertations; papers that deal with subjects related to Brazilian Northeastern fruits in all areas of health, mostly during the period from 2002 to 2017, in addition to those strictly necessary outside this period; articles that use some methodological criteria and are indexed by the terms of DeCS (Descriptors in Health Sciences created by BIREME). Excluded: editorials, letters to the editor, papers published in annals of events. The present narrative revision assures the ethical aspects, guaranteeing the authorship of the articles researched, using for citations and references of the authors. The inclusion and exclusion criteria chosen for the research project will be the same as for data collection.

 

Keywords: Fruit; Fruit; Food; Food and Nutrition.


INTRODUÇÃO

No Brasil, existe uma grande variedade de recursos naturais por suas regiões e estados. Desde o início da história do Brasil, foi relatado em sua cultura alimentar aspectos diversos como cor, aroma, sabor, cheiro e forma (BRASIL, 2015).

Muitos alimentos típicos da nossa terra como as frutas, são bem conhecidos, com valores nutritivos e cheios de sabores, os quais eram bastante consumidos, apreciados e faziam parte das refeições familiares, mas que com certo tempo foram desvalorizados, esquecidos e abandonados, pois as pessoas estavam migrando para a cidade e passando a alimentar-se com produtos industrializados e ultra processados (ROTENBERG, 2012).

O uso e a valorização desses alimentos e frutos regionais ricos em vitaminas e minerais devem ser resgatados na alimentação brasileira para que ocorra uma melhoria nos hábitos alimentares podendo, assim, reverter quadros clínicos de deficiências nutricionais, diminuir os riscos de doenças e infecções, principalmente em crianças, e poder conhecer melhor os frutos da região Nordeste e suas características e valor nutritivo, promovendo saúde (BRASIL, 2015).

Nos últimos anos, os consumidores estão mais preocupados quanto à escolha dos alimentos e como as frutas são fundamentais na dieta alimentar, assim, o consumo desse tipo de gênero alimentício foi estimulado. Neste contexto, quanto mais informações forem obtidas acerca da constituição nutricional das frutas e quais os critérios para sua adequada conservação, maior a facilidade na operacionalidade do processo, bem como o resultado final. Dessa forma, a proposta visa, a partir de uma ampla revisão da literatura, identificar as características nutricionais das frutas, bem como os principais aspectos funcionais desses produtos. Estes métodos serão pesquisados seguindo especificações técnicas, bibliografias especializadas e normas da área alimentícia, principalmente correlacionadas às frutas e seus benefícios (BRASIL, 2002).

Mercados e feiras livres muitas vezes são escolhidos pela população por acreditarem na oferta de produtos frescos e de melhor qualidade. No entanto, a qualidade do alimento deve ser observada durante todas as etapas desde a produção, colheita, transporte, armazenamento e processamento, até a distribuição final ao consumidor (FREITAS et al., 2015). São encontradas em supermercados e sacolões frutas e hortaliças já lavadas, higienizadas e embaladas, prontas para o consumo, chamados de produtos minimamente processados que apresentam maior praticidade. O Brasil é um dos principais produtores de frutas, ocupando lugar de destaque no cenário mundial. Um território vasto, com variedade de solos, variada composição e diversos climas, permite o cultivo das mais variadas frutas e hortaliças pelas regiões do país (KOPF, 2008).

Esta vasta produção de frutas nutritivas, saudáveis e apetitosas tem apoio na ciência da nutrição, que estimula o cuidado com a saúde baseado numa alimentação adequada às necessidades do organismo e atribui grande importância a estes alimentos no consumo diário. As frutas maduras, frescas e mastigadas corretamente são de simples digestão e diminui o risco de possíveis patologias. Não existe saúde completa sem o consumo de frutas regularmente, pois sua ingestão diminui o risco de doenças, promove vitalidade e consequentemente a melhora da saúde. As frutas são fontes ilimitadas de água, carboidratos, gorduras, sais minerais, vitaminas, enzimas e fibras distribuídos equilibradamente. Essas características ajudam a metabolizar os macronutrientes que fazem parte da nossa alimentação. Essas vitaminas são substâncias orgânicas e necessárias para o organismo, por isso a importância de uma alimentação rica em frutas (CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011).

O nordeste brasileiro possui uma enorme variedade de frutas, com características nutritivas especiais, com sazonalidade já conhecida e de fácil acesso à população, uma vez que o valor de mercado não é elevado. A seguir, este estudo apresenta um levantamento inicial destas frutas. Entre as frutas nativas do nordeste brasileiro estão incluídas no grupo de frutas cítricas aquelas caracterizadas pela sua acidez, como a acerola, o cajá, a ciriguela, entre outras. Por outro lado, no grupo das frutas que não são ácidas, estão incluídas, em subgrupos, frutas doces, oleaginosas e semi-ácidas.

De acordo com a PNAN, a alimentação saudável deve estar em conforme com as necessidades de cada fase do curso da vida e com as necessidades alimentares especiais; referenciada pela cultura alimentar e pelas dimensões de gênero, raça e etnia; acessível do ponto de vista físico e financeiro; harmônica em quantidade e qualidade; baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis (BRASIL, 2015).

O objetivo desse estudo foi caracterizar os frutos regionais nordestinos, nos aspectos nutritivos e funcionais.


METODOLOGIA

A revisão da literatura narrativa ou tradicional apresenta uma temática mais aberta e dificilmente parte de uma questão específica bem definida, não exige um protocolo rígido para elaboração da pesquisa e a busca das fontes não é pré-determinada e específica, sendo frequentemente menos abrangente. A seleção dos artigos é arbitrária, provendo o autor de informações sujeitas a viés de seleção, com grande interferência da percepção subjetiva (CORDEIRO, A.M, et al,. 2007).

A revisão narrativa não possui critérios explícitos e sistemáticos para a busca e análise crítica da literatura. A busca pelos estudos não precisa esgotar as fontes de informações. Não aplica estratégias de busca sofisticadas e exaustivas. A seleção dos estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à subjetividade dos autores (CORDEIRO, A.M, et al,. 2007).

Os artigos de revisão narrativa são publicações amplas, apropriadas para descrever e discutir o desenvolvimento de um determinado assunto, sob ponto de vista teórico ou contextual. As revisões narrativas não informam as fontes de informação utilizadas, a metodologia para busca das referências, nem os critérios utilizados na avaliação e seleção dos trabalhos.  Constituem, basicamente, de análise da literatura publicada em livros, artigos de revista impressas e/ou eletrônicas na interpretação e análise crítica pessoal do autor (ROTHER, 2007).

 

Pode-se concluir que essa categoria de artigos tem um papel fundamental para a educação continuada, pois, permitem ao leitor adquirir e atualizar o conhecimento sobre uma temática específica em curto espaço de tempo; porém não possuem metodologia que permitam a reprodução dos dados e nem fornecem respostas quantitativas para questões específicas.

 

Diante de todo o levantamento bibliográfico e pesquisas realizadas, foi elaborada uma cartilha informativa para ilustrar toda a pesquisa realizada bem detalhada sobre cada fruto regional selecionado e seus aspectos nutricionais e funcionais.

O levantamento bibliográfico foi realizado pela internet na Biblioteca Virtual em Saúde (BIREME), no banco de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs) que registra a literatura técnico-científica em saúde produzida a partir de 2011 e são descritos e indexados: teses, livros, capítulos de livros, anais de congressos ou conferências, relatórios técnico-científicos e artigos de revistas (GIL, 2002); e Coordenação de Aperfeiçoamento na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) em todos os estados da Federação (BRASIL, 2009).

Os critérios de inclusão elencados para esta pesquisa foram:

  • Ser trabalho publicado em periódicos nacionais e internacionais (português, espanhol e inglês);

  • Monografias, teses e dissertações;

  • Trabalhos que abordarem assuntos relativos a frutas do nordeste brasileiro em todas as áreas da saúde, durante o período de 2002 a 2017, além daqueles estritamente necessários fora deste período;

  • Artigos que utilizem algum critério metodológico e sejam indexados pelos termos do DeCS (Descritores em Ciências da Saúde criado) pela BIREME para servir como única linguagem na indexação de artigos de revistas científicas, livros, anais de congressos, relatórios técnicos, e outros tipos de materiais, assim como para ser usado na pesquisa e recuperação de assuntos da literatura científica nas fontes de informação disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) como LILACS, PUBMED e outras: frutas, alimentos nordestinos, frutas cítricas, frutas oleaginosas, frutas hídricas, alimento funcional, valor nutritivo das frutas.

As estratégias utilizadas para o levantamento dos artigos foram adaptadas para cada base de dados, de acordo com suas especificidades de acesso, tendo como eixo norteadores critérios de inclusão. Alguns artigos foram selecionados para exclusão, se necessário, após a leitura dos resumos, caso não se enquadrem nos critérios de inclusão propostos.

Os descritores utilizados para a elaboração deste projeto de pesquisa foram: “Fruta”; “Fruto”; “Alimentação”; “Alimentação e Nutrição”.

O estudo foi realizado por meio de pesquisas bibliográficas, no período de Fevereiro de 2017 a Novembro de 2017, na modalidade de revisão integrativa, considerando a relevância do tema, buscando conhecer através de publicações científicas, as frutas regionais nordestinas e seus aspectos nutricionais e funcionais.

A partir da seleção com os critérios de inclusão, foi montada a análise dos achados e a apresentação dos resultados e sua respectiva discussão.

A análise dos dados foi feita de maneira descritiva, uma vez que se trata de uma pesquisa bibliográfica narrativa, buscando publicações sobre frutas do nordeste brasileiro que tenho sido disponibilizada nos últimos 15 anos. Foi implementada por meio de um resumo textual das características e da informação relevante das evidências científicas encontradas. Um dos instrumentos utilizados para extrair as informações dos artigos selecionados é a matriz de síntese ou matriz de análise. Esta ferramenta possibilita a retirada e organização os dados em qualquer área do conhecimento, uma vez que resume aspectos complexos das produções científicas (BOTELHO; CUNHA; MACEDO, 2011). Não há um modelo específico e preciso de matriz de síntese, e sim, somente uma orientação quanto à sua construção, permitindo a criatividade do pesquisador em aplicar a ferramenta de acordo com as especificidades da busca.

A matriz de análise é montada tendo-se como centro de construção o objeto de estudo, no caso, frutas do nordeste do Brasil. A partir da leitura e análise dos achados, serão montadas as classes de informações ou categorias sobre os aspectos estudados nas frutas nordestinas, tais como, valor nutritivo e componente funcional. Dentro de cada categoria, serão apresentadas as particularidades reveladas pelos textos estudados e elencados para compor o estudo.


RESULTADOS E DISCUSSÃO

Esta pesquisa registrou o levantamento de 26 frutos regionais nordestinos, dentre os quais, segundo a literatura pesquisada, 5 frutos caracterizados como cítrico; 11 frutos caracterizados como semi-ácidos; 3 frutos caracterizados como oleaginosas e finalizando 7 frutos caracterizados como doces.

  1. FRUTAS CÍTRICAS

São frutas que possuem alta concentração de ácido cítrico e vitamina C. O ácido cítrico é responsável pelo sabor ácido destas frutas. São originarias das regiões tropicais e subtropicais da Ásia. Grande parte das frutas cítricas também apresentam boa quantidades de potássio, vitamina A e flavonóides. Possuem ação antioxidante e importante na defesa do organismo contra infecções e fundamental para a formação de fibras colágenas existentes em praticamente todos os tecidos do corpo humano (CLAUDINO, 2007).

1.1 ACEROLA

Conhecida popularmente como cereja das antilhas, de nome científico Malpighia glabra L. (M. punicifolia), originalmente americana. Sazonalidade a partir de setembro até dezembro. Largamente cultivada em diversas regiões brasileiras com destaque no Norte e Nordeste. Fonte de vitaminas A, B1, B2, B5 e C (em maior quantidade). Possui minerais como cálcio, fósforo, ferro, magnésio, potássio, cobre e flúor. Elimina impurezas do organismo e toxinas do sangue, além de cálculos hepáticos, icterícia, disenteria e acidez gástrica. Pode ser usado em preparações de doces, vinhos, licores, sorvetes, sucos e pastilhas de vitamina C (CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 1 – BRASIL, 2015.


1.2 CAJÁ

Conhecido popularmente como taperebá, acajá, cajá-mirim, cajá-pequeno, de nome científico Spondias mombim. Sazonalidade a partir de outubro a dezembro. Fonte de vitaminas A, B1, B2, B3 e C, sais minerais como cálcio, fósforo, ferro, macronutrientes e fibras. Estimula o sistema imunológico, aumentando as defesas do organismo, indicado para problemas digestivos e ajuda no tratamento de úlceras gastrointestinais. Pode ser consumido fresco ou na forma de sucos, sorvetes, batidas e licor (COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 2 – BRASIL, 2015.

1.3 CAJU

De nome científico Anarcadium occidentale, originado na América tropical. Sazonalidade de setembro a novembro. É fonte de proteínas e vitaminas A, B1, B2, B5 e C, além de sais minerais como fósforo, cálcio e ferro. Possui propriedades na fruta que auxilia no fortalecimento do sistema imunológico, diabetes mellitus, psoríase e seu uso externo age como cicatrizante. Pode ser consumido in natura ou na forma de sucos, sorvete, refrigerante, doces em calda, pasta, cristalizados, vinagres, pratos salgados (CLAUDINO, 2007; BRASIL, 2015).

FIGURA 3 – BRASIL, 2015.



1.4 CIRIGUELA

Nome científico de Spondias purpúrea originaria do México e da América Central. Sazonalidade em fevereiro. Possui vitamina C e sais minerais como ferro, cálcio, cobre, fósforo, potássio, zinco, magnésio, manganês e sódio. Ajuda na manutenção das diversas funções metabólicas do organismo. Seus nutrientes auxiliam na diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares e tem poder antioxidante que reduz os riscos do desenvolvimento de aterosclerose e diminui os riscos de outras patologias. Pode ser consumida in natura, polpa concentrada, bebidas fermentadas, sucos, vinhos, sorvetes e guloseimas (LIMA, 2009).

FIGURA 4 – BRASIL, 2015.

1.5 TAMARINDO

De nome científico Tamarindus indica, teve origem na África tropical. Sazonalidade em março e setembro. Possui vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, C, A, sais minerais como cálcio, potássio, ferro, magnésio, fósforo e sódio, além de ser rica em fibras. Sua polpa é rica em ácido málico, tartárico e cítrico. Atua como um importante protetor contra doenças cardiovasculares, gota, osteoporose e alivia cólicas hepáticas por possuir propriedades que auxiliam nessas patologias. Combate fadiga, anemia, prisão de ventre, irritações intestinais e disenterias, além de ser laxativo suave e diurético. Pode ser consumido em forma de sucos, balas, doces e licores, temperos (LORENZI et al., 2006; COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 5 – BRASIL, 2015.


(Brasil, 2015)


  1. FRUTAS DOCES


As principais características desse grupo é o alto teor do açúcar típico das frutas, a frutose. Possuem alto índice glicêmico, por isso é indicado que esse tipo de fruta seja consumida com alguma fonte de fibra ou sementes, como aveia, chia, linhaça, para controlar os níveis de glicose no sangue (CLAUDINO, 2007).

2.1 BANANA

Nome cientifico de Musa sapientum, de origem Asiática que vem se espalhando por todas as regiões tropicais e subtropicais do globo. Sazonalidade de fevereiro e março. Rica principalmente em potássio, a banana possui outros sais minerais como silício, ferro, cálcio, fósforo e sódio. Fonte de vitaminas A, B1, B2, B5, C e E. Cheia de benefícios para saúde, a banana tem ação estimulante nas secreções gastrointestinais, ajuda na melhora dos sintomas de dispepsia, fortalece e protege a parede do estômago e ajuda a eliminar as câimbras musculares, usada também como um calmante para os nervos e contra o estresse. Possui propriedades que auxiliam na formação de medicamentos naturais que ajudam na prevenção de doenças, pois é antidisentérica, antidiarreica, expectorante, antianêmica e anti-hemorrágica. Pode ser utilizada na produção de biscoitos, farinhas, bolos, entre outros (CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 6 – BRASIL, 2015

2.2 FRUTA-PÃO

Nome científico Artocarpus autilis, é uma fruta originaria da região Indo Malásia, cultivada nas ilhas do arquipélago asiático e regiões de todo o mundo. Sazonalidade de janeiro a março. Fonte de vitaminas B1, B2 e B5, além de sais minerais como cálcio, fósforo e ferro. Possui propriedades laxativas, sendo um excelente tônico para rins e estômago, utilizada também para diminuição dos riscos e auxílio nos sintomas de patologias como osteoporose, raquitismo, gota, anemia, beribéri e reumatismo. Sua semente tem sabor semelhante ao da castanha, podendo ser consumidas torradas ou cozidas. O fruto após cortado seca com facilidade e pode ser aproveitado para fabricação de farinhas. Sua polpa pode ser consumida cozida, assada, fatiada, fritas como batatas ou em forma de purê (LORENZI et al., 2006; CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 7 – BRASIL, 2015.

    1. JACA

Seu nome cientifico é Artocarpus heterophyla com origem da Ásia. Existem dois tipos de jaca: a dura, que produz frutos maiores e a mole, mais adocicada e menor. Sazonalidade de janeiro e fevereiro e também de novembro e dezembro. Rica em vitaminas do complexo A, B e C e fonte de sais minerais como ferro, fósforo, iodo, cálcio, cobre, cobalto, manganês, molibdênio, níquel, zinco, potássio e silício. É um importante alimento para mulheres na fase da gestação e lactação, combate a TPM, diminui os riscos de anemia ferropriva. O chá da raiz dessa árvore é muito bom contra diarreia, asma e tosse, também é diurético e afrodisíaco. Pode ser usado na fabricação de xaropes, sucos, chás e seu caroço pode ser triturado e também consumido (CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 8 – BRASIL, 2015.

    1. MAMÃO

Nome cientifico de Carica papaya. É uma fruta originária da América Tropical e bastante cultivada a nível comercial e caseiro no país. Sazonalidade em outubro e novembro. Rica em vitamina A, C, B1, B2, B3, B5 e B6 e sais como cálcio, ferro, cobre, zinco, potássio e magnésio. É excelente para manter o equilíbrio ácido-alcalino do organismo, é emoliente, digestivo, diurético e laxante suave. Possui propriedades naturais que auxiliam no combate de problemas gastrointestinais, combate as fermentações, elimina toxinas intestinais e é ótima para o tratamento de ulceras gastroduodenais, na constipação intestinal crônica, dispepsia aguda, obesidade, problemas respiratórios, como bronquite, asma e tuberculose. O mamão é também utilizado na fabricação de suco, geleia, néctar e pode ser processado em polpa (LORENZI et al., 2006; COSTA 2011).

FIGURA 9 – EMBRAPA, 2009.



2.5 MANGA

Originaria da Ásia, sendo facilmente encontrada em cultivo na Amazônia e nas regiões Sudoeste e Centro-Oeste, de nome cientifico Mangifera. Rica em sais minerais como cálcio, ferro, cobre, fósforo, magnésio, manganês, potássio, sódio e zinco. Fonte de vitaminas A, C, E, B1, B2, B3, B5, B6. Ajuda na diminuição da prisão de ventre crônica, auxilia nos sintomas do escorbuto, eczemas, herpes e dermatite em geral, combate a diarreia, tuberculose pulmonar, bronquite, asma, tosse com catarro e cura todas as enfermidades digestivas. Pode ser consumida em forma de sucos, xaropes, compotas, doces, mousses, geleias, purês, sorvetes e saladas (COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 10 – BRASIL, 2015.

2.6 PINHA, ATA OU FRUTA-DO-CONDE

Conhecida popularmente como ata ou fruta-do-conde, de nome científico Duguetia furfuracea, é originaria da América tropical, mais especificamente, na Ilha de Trindade e nas Antilhas. Os sais minerais encontrados no fruto são: potássio, nitrogênio, ferro, manganês, zinco, boro e sódio. Destacam-se as vitaminas A, B1, B2, B5 e C. Diferentes partes da planta, como frutos, sementes, raízes apresentam propriedade medicinais para enfermidades diversas como disenteria, depressão e anticancerígena a partir de um composto isolado chamado ácido diidroxikauranóico-19. Apresenta polpa branca, doce e de cheiro suave, podendo ser utilizado em sucos, doces, compotas e sorvetes (CORDEIRO; PINTO; RAMOS, 2000; BRASIL, 2015).

FIGURA 11 – BRASIL, 2015.


2.7 SAPOTI

Conhecida popularmente como sorvinha, de nome científico Coumautilis. Sazonalidade em janeiro e agosto a outubro. Possui vitaminas A, B1, B2, B5 e C, além de sais minerais como cálcio, ferro, silício, potássio, magnésio, fósforo e sódio. Suas sementes trituradas servem como excelente diurético natural, é um poderoso remédio em casos de litíase renal, da vesícula biliar, atua como anti-inflamatório e serve como laxativo suave. Utilizados como bebida, tipo refrigerante e sucos, além de ser um ingrediente para o preparo de mingaus (CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011;BRASIL, 2015).

FIGURA 12 – BRASIL, 2015.


(Brasil, 2015)




  1. FRUTAS OLEAGINOSAS


São ricas em gorduras saudáveis, como ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados. Essas frutas são indicadas para pessoas que precisam controlar o colesterol ruim (LDL) e aumentar o colesterol bom (HDL). Também ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e controlam a saciedade, mas devem ser consumidas com moderação, pois são muito calóricas (CLAUDINO, 2007).

3.1 ABACATE

Possui o nome cientifico de Persea americana. Originária da América tropical, presente em regiões colonizadas, chegou até a América do Sul e pode ser encontrado em todas as regiões do globo que possuam solos férteis e onde haja calor que seja suficiente. Sazonalidade abriu e julho. Possui propriedades nutritivas, medicinais e energéticas. Possui vitaminas A, B1, B2, B5, B6, B9, B12, C, E e traços de vitamina D sendo também fonte de sais minerais como enxofre, cálcio, ferro, cobre, zinco, magnésio, potássio, fósforo e iotina, também rico em fibras. Rico em benefícios, o abacate e seus nutrientes, ajudam a regular os níveis de colesterol e triglicerídeos, estabilizam o pH sanguíneo, estimulam a diurese, produzem energia, ajudam no tratamento de coronariopatias do adulto, favorecem o crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes. Pode combater o reumatismo, o ácido úrico, problemas renais e do fígado, entre muitos outros benefícios. Consumido in natura ou em forma de vitamina, como iogurte, sorvetes, em pratos salgados, saladas e as folhas da sua árvore fornecem um excelente chá (CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 13 – BRASIL, 2015.


3.2 COCO

De nome científico Cocos nucifera, é originário das ilhas de clima tropical e subtropical do Oceano Pacifico, tendo o Sudeste Asiático como principal referência de centro de origem e diversidade. Sazonalidade em novembro e dezembro. Fonte de vitamina E, C, B1, B2, B5 e sais minerais como cálcio, ferro, enxofre, silício, fósforo e magnésio. Indicado em casos de prisão de ventre, problemas cardíacos e renais, além de ser digestivo. Pode ser utilizado em diversas preparações culinárias, tanto doces como salgadas (BRASIL, 2015).

FIGURA 14 – BRASIL, 2015.

    1. PEQUI

Conhecido popularmente como pequiá-bravo, piqui, piquiá, piqui-do-cerrado, de nome científico Caryocar brasiliensis, é uma fruta originalmente brasileira. Sazonalidade de setembro a março. É rica em vitamina A, E e sais minerais como fósforo, ferro e cobre. Do pequi são utilizadas tanto as sementes quanto o óleo extraído da polpa. Tem ação febrífuga e propriedades afrodisíacas e antiabortivas, além de ajudarem em problemas respiratórios como edema pulmonar, bronquite e coqueluche. Utilizado para uso interno, em forma de óleo essencial, molhos, licor e juntamente no preparo de arroz, feijão, galinha ou vitaminas (CARVALHO, 2009; BRASIL, 2015).

FIGURA 15 – CARRAZA; D’ÁVILLA, 2010.

(Brasil, 2015)


  1. FRUTAS SEMI-ÁCIDAS


Entre todos os tipos de fruta, essa categoria engloba aquelas que contêm ácidos mais simples e mais fracos. Elas estão em um faixa intermediária entre as ácidas e as doces. As frutas dessa categoria costumam ser indicadas para a prevenção ou controle de condições mais específicas, dependendo da funcionalidade encontrada em cada uma. (CLAUDINO, 2007).

4.1 CACAU

De nome científico Theobroma cacao, de origem no continente americano, provavelmente das bacias dos rios Amazonas e Orenoco. Sazonalidade de novembro a fevereiro. Fonte de vitaminas A, B1, B2, B5, E e sais minerais como fósforo, ferro e cálcio. Possui uma substância epicatequina que previne contra o derrame cerebral e o câncer, fortalece o sistema imunológico e também estimula a produção dos hormônios serotonina e endorfinas. O suco de cacau, vinagre, geleia, vinho, sorvete, doces e iogurte são produzidos a partir da semente da fruta (CLAUDINO, 2007; BRASIL, 2015).

FIGURA 16 – BRASIL, 2015.

    1. CARAMBOLA

De nome científico Averrhoa carambola, originalmente da Ásia tropical, sazonalidade em janeiro. A carambola é fonte de vitaminas como A, B1, B2, B5, C e sais minerais como fósforo, potássio, cálcio, sódio, fibras e ácido oxálico. Indicada em casos de verminoses, eczema e conservação da massa óssea. Pode ser consumida fresca ou utilizada em sucos, sorvetes, vinhos, licores ou doces (CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 17 – BRASIL, 2015.

4.3 GOIABA

Popularmente conhecida como guaiava, guaiaba, nome cientifico de Psidium guajava teve origem na América tropical. Sazonalidade de setembro a novembro. Com riqueza vitamínica principalmente de A, B e C, sendo a mais concentrada na casca. Fonte de cálcio, ferro, cobre, magnésio, manganês, zinco e fósforo. É uma arma poderosa contra todos os tipos de infecções, ótima em todos os problemas gástricos, diarreia, disenteria infantil, atua no sistema imunológico aumentando a imunidade. Ótima em compotas, geleias, sucos, sorvetes e doces em geral (COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 18 – BRASIL, 2015.

4.4 GRAVIOLA

Conhecido popularmente como araticum-de-comer, araticum manso, de nome científico Anona muricata, originada na América Central. Sazonalidade de setembro a dezembro. Sua principal vitamina é a C, contendo também vitamina B1, B2, B3, E e A, sais minerais como cálcio, ferro, fósforo e potássio. É útil para a proteção do sistema imunológico, evita possíveis infecções e ajuda nas doenças cardíacas, problemas no fígado, possui a enzima glutationaperoxidase que atua na proteção das células contra danos provocados pelos radicais livres. A literatura confirma sua capacidade de combater vários tipos de câncer. Pode ser consumido como suco, na salada de frutas, sorvete ou batidas (CLAUDINO, 2007; COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 19 – BRASIL, 2015.

4.5 MARACUJÁ

Conhecida popularmente como flor-da-paixão,teve origem nas regiões tropicais sendo destacado o estado do Pará com grande produtor e exportador, seu nome cientifico é Passiflora ligularis. Sazonalidade de janeiro a maio. Possui vitaminas A, C, B1, B2 e B3 e seus principais sais minerais são: ferro, cálcio, fósforo, magnésio e potássio. Seu suco é emoliente, adstringente, diurético, anti-inflamatório, tranquilizante, emenagoga, antiespasmódica, sonífera, laxante e calmante natural. Também atua nas nevralgias como analgésico, controla a pressão arterial e atua na musculatura lisa. Pode ajudar a combater a gota e a diarreia crônica, alivia hemorroidas, a artrite reumatoide e é excelente para a redução dos riscos das doenças renais e urinárias. Sua polpa pode ser utilizada para sucos, licores, sorvetes, doces e vinhos (COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 20 – BRASIL, 2015.


4.6 MURICI

Nome cientifico de Byrsomimas crispa, com vários nomes populares: douradinha-falsa, mirici, muricizinho, orelha-de-burro, orelha-de-veado, semaneira e murici-da-mata. Distribuído por toda a Amazônia brasileira e os estados de Mato Grosso e Minas Gerais. Sazonalidade de março a outubro. Com vitamina A, C, B1 e B2 e sais minerais como ferro, cálcio e fósforo. Atua na regulação do metabolismo e com ações antioxidantes que diminuem o dano oxidativo. Possui sabor agridoce e além de ser consumida in natura, pode ser consumida em forma de doces, licores, geleias, pudins, pavês, refrescos, sorvete e sucos (SOUSA, 2013; BRASIL, 2015).

FIGURA 21 – BRASIL, 2015.

4.7 CAJARANA

Conhecida popularmente como canjerana, canarana, canharana, caiarana ou cedro-canjerana, de nome científico Cabralea cangerama, originalmente brasileira. Sazonalidade de junho a janeiro. Fonte de vitaminas A, B1, B2, niacina, C e sais minerais como cálcio, ferro, fósforo, além de macronutrientes e fibras. Algumas pesquisas apontam que uma dieta rica no consumo desse alimento pode ajudar na redução de doenças degenerativas como doenças coronarianas, câncer e outras condições. Esse fruto possui compostos que atuam desde a função fisiológica a ação antioxidante que auxilia na proteção de organismos vivos contra danos oxidativos. Possui sabor semelhante ao do cajá e utilizado na forma de sucos, sorvetes, doces, cachaça orgânica e outros (LIMA, 2010; BRASIL, 2015).

FIGURA 22 – BRASIL, 2015.

4.8 UMBÚ

É conhecida popularmente como imbu e ambú, de nome cientifico Spondias Tuberosa, típica do sertão e do agreste, com alta diversidade e domesticação no Centro Nordeste/Caatinga. Sazonalidade janeiro a fevereiro. Possui vitamina C e sais minerais. O chá da sua casca serve para ajudar a combater a diarreia, verminose, escorbuto e também serve como calmante. Pode ser utilizado na fabricação de doces, polpas, sorvetes, geleias, vinho, vinagre, licor, sucos e através do seu caroço é fabricado óleos e manteiga (LIMA, 2009; GONDIM, 2012; BRASIL, 2015).

FIGURA 23 – BRASIL, 2015.

4.9 JAMBO

De nome cientifico Syzygium jambos, tem origem Asiática, mais especificamente da Índia e da Malásia. No Brasil é encontrado nos estados da região Norte, Nordeste e nas regiões quentes do Sudeste. Sazonalidade no mês de agosto. Fonte de vitamina A, B1, B2, B3 e B12 e sais minerais como cálcio, ferro e fósforo. O chá da casca da árvore ajuda contra a disenteria e tem poder laxativo, o óleo de suas folhas ajuda na cura da dor de cabeça, acne, rachadura dos pés e das unhas. Além de chás, óleos e xaropes, pode ser consumido em doces, sucos, geleias, compotas e licores (COSTA, 2011; BRASIL, 2015).

FIGURA 24 – BRASIL, 2015.


4.10 MANGABA

Seu nome cientifico é Hancornias peciosae conhecido popularmente como mangabeira, mangava, mangabeira-do-norte e fruta-de-doente. De origem brasileira. Além dos frutos, outras partes da planta podem ser utilizadas, como a casca, o leite, as folhas e as raízes. Sazonalidade em dois períodos do ano: abril a julho e outubro a janeiro. Fonte de sais minerais como cálcio, fósforo, ferro e vitamina A, B2 e C. Possui efeitos medicinais indicados para pessoas convalescentes na redução dos riscos e sintomas de ulceras gástricas, sua casca pode ajudar contra doenças de pele e de funções hepáticas e o chá de sua folha serve para combater cólicas menstruais. O fruto possui excelente sabor e aroma, sendo consumidos em doces, compotas, sucos, sorvetes, licor, xarope, vinho, vinagre, refrescos (RUFINO, 2008; LIMA, 2010; BRASIL, 2015).

FIGURA 25 – BRASIL, 2015.

4.11 PITOMBA

Recebe no Brasil os nomes populares de olho-de-boi, pitombarana, pitombeira e nome científico Talisias sp, é originária da parte ocidental da Amazônia. Destacam-se as vitaminas A, B1, B2, B3, C e sais minerais como cálcio, ferro e fósforo. Possui ação antioxidante, fortalece o sistema imune, combate problemas intestinais, protege contra problemas ósseos e contribui para formação de hemoglobina. É utilizada na fabricação de licores, polpas e consumida in natura (GUARIM NETO et al., 2003; (BRASIL, 2002 e 2015).

FIGURA 26 – BRASIL, 2015.

(Brasil, 2015)


Esta pesquisa registrou 26 frutos regionais nordestinos, dentre os quais, segundo Claudino (2007), 5 foram caracterizados como cítricos, 7 como doces, 11 como semi-ácidos e 3 como oleaginosos. Os nutrientes mais presentes nesses frutos foram as vitaminas A, B1, B2, B3, B5 e C e micronutrientes como cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro, cobre e zinco. Entre as menos encontradas estão as vitaminas B6, B9, B12, D, E e os micronutrientes flúor, manganês, silício, boro, enxofre, sódio, níquel, cobalto e molibdênio (COSTA, 2011).

Entre suas características funcionais, destacam-se por eliminar impurezas do organismo, estimular o sistema imunológio, pela ação antioxidante e diurética, por auxiliar na manutenção da função metabólica, no auxílio da prevenção de doenças, fadiga, anemia e no combate a problemas e regulação do trato gastrointestinal.

 

CONCLUSÃO

Diante do exposto, pode-se concluir que a diversidade dos recursos nordestinos possibilita a sua utilização para fins benéficos pela população regional, principalmente para a alimentação, pois seus frutos apresentam grande variedade de opções e funcionalidade, com características diversas entre seus grupos, com o aproveitamento de raízes, sementes, folhas e caules. O presente estudo possibilitou o maior conhecimento sobre a riqueza e versatilidade das frutas para a população nordestina, contribuindo e promovendo a difusão da alimentação e toda sua riqueza para relacionar valor cultural, funcional, nutricional e a história de cada alimento para resgatar as tradições e o prazer em alimentar-se bem.

 

 

REFERÊNCIAS

 

BOTELHO, Louise Lira Roedel; CUNHA, Cristiano Castro de Almeida; · MACEDO, Marcelo. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e Sociedade.· Belo Horizonte, v.5, n. 11, p. 121-136 · maio-ago. 2011 · ISSN 1980-5756.

 

BRASIL, Ministério da Saúde. Alimentos regionais brasileiros. 2. ed. Brasília: Ms, 2015. 486 p.

 

BRASIL. Ministério da Saúde. (Org.). Alimentos regionais Brasileiros. Brasília, 2002. 141 p.

 

BRASIL. Portaria nº 29, de 13 de janeiro de 1998. O Regulamento técnico referente a alimentos para fins especiais. 30 mar. 1998.

 

CARVALHO, Paulo Ernani Ramalho. Pequizeiro: Caryocar brasiliense. Colombo: Embrapa, 2009. 10 p.

 

CLAUDINO, Hilton. As 50 frutas e seus benefícios medicinais. São Paulo: Elevação, 2007.

CORDEIRO, A.M. et al. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, v. 34, n. 6, Nov./Dec. 2007.

 

CORDEIRO, Maria Cristina Rocha; PINTO, Alberto Carlos de Queiroz; RAMOS, Victor Hugo Vargas. O cultivo da pinha, fruta-do-conde ou ata no Brasil. Planaltina: Embrapa, 2000. 52 p.

 

COSTA, Eronita de Aquino. Nutrição e Frutoterapia: Tratamento alternativo através das frutas. Petrópolis: VozesLtda, 2011.

 

CRISÓSTOMO, LindbergueAraújo; NAUMOV, Alexey.Tropical Fruits of Brazil: Fertilizing for Hight Yield and Quality. Horgen: IpiBulletin, 2007. 240p.

 

FARIA, Alba Rejane Nunes et al. A cultura do mamão. 3. ed. Brasília: Coleção Plantar, 2009. 130 p

 

FREITAS, A. K. N. et al. Condições higiênico-sanitárias de gêneros alimentícios comercializados no mercado central São José em Teresina-PI. In: 5° SIMPÓSIO DE SEGURANÇA ALIMENTAR, 5., 2015, Teresina. Anais... . Bento Gonçalves: SBCTA, 2015. p. 180 - 185.

 

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo. Editora Atlas, 2002.

GONDIM, Perla Joana Souza. Identificação de carotenoides e quantificação de compostos bioativos e atividade antioxidante em frutos do gênero Spondias. 2012. 119 f. Tese (Doutorado) - Curso de Agronomia, Universidade Federal da Paraiba, Paraíba, 2012.

 

GUARIM NETO, G., SANTANA, S.R. & SILVA, J.V.B. Repertório botânico da “pitombeira” (Talisiaesculenta (St.-Hil.) Radlk. - Sapindaceae). Acta Amazonica, v.33, p.237-242, 2003.

 

KOPF, Cristiane. Técnicas de processamento de frutas para a agricultura familiar. 2008.

 

LIMA, Francisco Soares de. Caracterização fisico-quimica e bromatológica da polpa de Spondiassp (Cajarana do sertão). 2010. 65 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Ciências Florestais, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, 2010.

 

LIMA, I. C. G. S., AZEVEDO-MELEIRO, C. H. Seriguela (Spondiaspurpurea L.): propriedades físico-químicas e desenvolvimento de geléia de doce de corte e aceitabilidade desses produtos. 2009. 75p. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos). Instituto de Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2009.

 

LIMA, Simone Cassiano de. Germinação de sementes e otimização de técnicas de micropropagação de umbuzeiro (Spondias tuberosa, Arr.) - Anacardiaceae. 2009. 96 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009.

 

LORENZI, Harriet al. Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de consumo in natura). São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2006.

 

MARTINS, Carlos Roberto; JESUS JÚNIOR, Luciano Alves de. Evolução da produção de coco no Brasil e o comércio internacional - Panorama 2010. Sergipe: Embrapa Tabuleiros Costeiros, 2011. 32 p.

 

MELO RR, Araújo ERS, Silva AAL, Randau KP, Ximenes ECPA. Características farmacobotânicas, químicas e biológicas de Syzygiummalaccense (l.) Merr. & l. M. Perry. Rev. Bras. Farm. 90: 298-302, 2009.

 

MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. C. P.; GALVÃO, C. M; Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, v. 17, n. 4, p. 758-64, out/dez 2008.

 

PORTELA, Isabela Lustz; SCARIOT, Aldicir. Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável da Mangaba. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, 2010. 68 p.

 

ROTENBERG, S. et al. Oficinas culinárias na promoção da saúde. In: DIEZ-GARCIA, R. W.; CERVATOMANCUSO, A. M. (Coord.). Mudanças alimentares e educação nutricional. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 327-334.

 

ROTHER, Edna Terezinha (Ed.). Revisão sistemática x Revisão narrativa. São Paulo: Acta, 2007. 2 p. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ape/v20n2/a01v20n2.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2017.

 

RUFINO, Maria do Socorro Moura. Propriedades funcionais de frutas tropicais brasileiras não tradicionais. 2008. 237p. Tese (Doutorado em Fitotecnia) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN, 2008.

 

SANTOS, Janaina patrícia dos. Riqueza e distribuição das espécies úteis no semi-árido do nordeste do Brasil. Dissertação de mestrado ( UFRP), 2006.

 

SANTOS, T. C.; JÚNIOR, J. E. N. ; PRATA, A. P. N. Frutos da Caatinga de Sergipe utilizados na alimentação humana. ScientiaPlena .vol. 8, num. 4 (2012). Disponível em: < http://ri.ufs.br:8080/bitstream/123456789/1397/1/FrutosCaatingaSergipe.pdf> Acesso em: 14 jun. 2016.

 

SOUSA, Mariana Séfora Bezerra. Mecanismos de ação antioxidante de extratos de murici (Byrsonimacrassifolia (L.) Kunth). 2013. 134 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Ciências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.